segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

'Discurso não-oral' no Dia do Quadrinho Nacional

Discurso não-oral (será afixado no local e distribuído pelas redes sociais)

Nós somos e queremos ser entendidos como fruto desse cadinho cultural, como frutos da cultura que se faz múltipla em Salvador.

Queremos ajudar a ter de volta um momento na Boa Terra em que se viam as mesmas 60 pessoas em uma atividade na casa de Angola, depois na Academia de Letras da Bahia e depois na galeria de artes do extinto hotel Salvador Praia. Claro, a mínima estatística mana inferir que eram 200 pessoas (pelo menos ) que participavam sempre da efervescente vida cultural desta Soterópolis, a cada noitada cultural.

Como extensões e prolongamentos do que se gestou no CEAS do nosso agora saudoso padre Andrés, Academia de Letras da Bahia, Centro de Estudos Baianos e CEAO no Pelourinho, da OSBA, da OSUFBA, e, claro, da inquietação das atividades na universidade.

Angelo Agostini, homenageado desta noite, deve estar feliz e tirando fotos com Ernesto Simões Filho lá do céu. Afinal, só quem consegue fazer de um sonho que se faz papel uma sequencia que perpassa décadas sabe o poder das ideias.

Sim, senhores vos digo, nossa Nona Arte amadurece somente a partir de 1974, 1975, como fulcro de cultura, com livros de Moacy Cirne, Álvaro de Moya, Roman Gubern e Luis Gasca. Mas colossais avanços se fizeram desde então, e - seja no aspecto da crítica, seja no tocante ao domínio dos lápis, tablets, pincéis e roteiros, é inegável que os quadrinhos não ficam atrás do cinema, quanto a suas melhores expressões.

A diversidade é nossa marca, exatamente por que os quadrinhos são a arte mais portátil do mundo, e a que mais se plasma aos corações, com pendores de definitividade, de gestalt afetiva, como diria o maior crítico de Arte que a América Latina deu ao mundo, o mestre Mario Pedrosa.

No alto deste prédio que nos abriga nesta noite, temos o centro de Estudos Baianos, que propiciou a publicação da principal obra em exposição deste Dia do Quadrinho Nacional em Salvador, a que revela Ernesto Simões Filho, o intrépido fanzineiro. Como não estamos em 1968, podemos exigir o possível: senhoras, senhores que dirigem a UFBA atualmente: façam reeditar pelo menos algumas destas obras tão curtas, singelas e imorredouras que compõem a coleção do CEB. Eu li em torno de 40 delas, em especial pelo preço mais que acessível e pelo excepcional local que tinham para estar à vista de todos, na antiga Faculdade de Medicina, no Pelourinho. Tiragens pequenas, grandes, não importa: não conheço nada que com pouco custo tivesse aportado tantas informações sobre nossa cultura, e deveria sempre haver novas tiragens dela.

Olhem estes jovens e nem tão jovens que fazem Nona Arte na Bahia, e que expõem seus trabalhos nestas mesas. Na mente de cada um deles há uma leitura, uma tessitura, traços e sínteses que são frutos da comunhão e também da diversidade que perpassa nossas ruas, templos, praias e a saborosa boemia baiana. Não se faz arte com a visão de gueto, todos sabemos. Por isso, convidamos tantas pessoas de tantas áreas para ver o amadurecimento de nossa arte.

Hoje, em especial, dirigimos os pensamentos a quem nos deixou a pouco: o mestre Bira Gordo, o padre Andrés e a professora Angelina Bulcão Nascimento, cada um com suas sínteses e legados únicos.

Sejamos todos iguais e plurais, nesta noite, afinal, o mais brasileiro dos vênetos, homenageado de hoje, é um caso raro: por suas ideias, foi perseguido pelo Império e pela República. Mas sua obra é mundial, e não morrerá nunca, assim como a ideia da construção coletiva de uma sociedade sem muros, para a qual os jornalistas de hoje e amanhã aqui presentes têm papel fundamental.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

O papai do Papão

Afinal, o que Ernesto Simões Filho tem a ver com Nona Arte?

Quem é Angelo Agostini (I)

Quem é Angelo Agostini (I)

Área 71 na área

Revista coletiva baiana Área 71, que estará em sorteio e em exposição

Resenha da publicação com trabalhos de André Leal, Antonio Cedraz, Betonnasi, Fabrício Campos, Haeckel Almeida, Hector Salas, Hélcio Rogério, Marcelo Lima, Marcos Franco, Ricardo Cidade, Rodrigo Vinicius, Ulisses Almeida, V. B. Felipe e Val Oliver, aqui.

DVD de Baraldi será sorteado!

Foto do DVD de Marcio Baraldi sobre o mestre Rodolfo Zalla que estará em sorteio no dia 30, in loco, ou seja, só para quem for nos prestigiar.

Saiba mais sobre o DVD, aqui.